Esse certamente é um deles. Deles que ficam encravados na pele, no coração e na alma. Contudo, não sei se saberei vivê-lo. Ou se é tempo de vivê-lo. Ou se estou pronta para vivê-lo. Exige-me tanto esse amor. Exige-me lançar mão de desejos, planos, vontades, imagens. Exige-me viver saudades eternas. Exige-me algumas faltas. Exige-me um enfrentamento. Sabe meu querido, não sei se posso. Dizem que por amor vale tudo, se não o fizermos, é porque não era amor. Discordo. Meu amor é tão grande e certo que me assusta. E é por isso mesmo, pelo medo, que eu não tenho certeza. São muitas dúvidas, e uma vontade que a vida dê jeito de me levar pra longe, num rompante.
Sim, estou passando pra vida a responsabilidade. Eu não consigo fechar a porta, talvez porque eu não queira, mas também não consigo escancará-la!
Meu querido, não mostre isso a Joaninha, ela me mataria se soubesse que titubeio diante de um grande amor... Mas ela é de uma essência mais pura e livre do que a minha.
É tortuoso o caminho para um amor verdadeiro Timotinho! Quem dera eu tivesse recebido a dádiva que você e minha amada Joaninha têm. Um amor como o de vocês é raro, artigo de luxo, última gota de alívio num planeta de aflições. Eu vejo o carnaval lá fora. Eu vejo a intensidade do desejo. Aquele que dá e passa. Eu vejo casais. Timotinho, como eu vejo casais. De todos os tipos, cores, sexos... E eu não vejo muito o amor. Parece que o danadinho colocou uma máscara e faz peraltices em meio a multidão, que cambaleia à luz do sol. E vocês aí meu amor. Longe de tudo isso, num mundo em que o amor impera de fato. Que a natureza permita sempre vocês, um ao lado do outro.
Com amor, imenso amor, que é sempre o que lhes reservo
És meu encantamento diário. E és daqueles encantamentos que não correm riscos de perder a cor. És meu amigo, desses da gente ficar lembrando, e só de lembrar, sentir-se abraçada. És meu porto segura e desafio constante. Por você tenho vontade de ser melhor a cada dia. Mas se não for por esse fim, de que vale encontrar pessoas pelo caminho?
Ando revoltadíssima. Meu corpo inteiro está em cólera. eu pertenço a um tipo de existência não classificável. Então é como se eu não pertencesse, embora eu me sinta muito pertencente. É como se, para sobreviver no mundo, eu precise passar engolindo minhas verdades, e meus pensamentos. E precise pisar falsamente no chão, para não acordar os que dizem se pertencer mais que os outros. É como se, para ser do mundo, eu, embora saiba algumas verdades, deva calar minha alma, e caminhar como se o que vomitam algumas bocas débeis e obsoletas, fossem as únicas verdades do mundo.
É essa a razão de minha revolta. Eu pertenço sim, e nem sempre eu quero guardar isso em segredo. O silêncio me é um estado muito digno, ficar calada não!
Não admito mais, Timotinho. Existem muitas pessoas ocas no mundo, e é destas que eu me defendo, pois elas, são autoras do que há de pior: o nada, absolutamente o nada, aquele nada que não move, que é inerte, e que morre sem cair no chão.
Me ocorreu hoje um pensamento que pra você parecerá bobo. Mas pensei: se quisermos realmente termos mais momentos felizes, devemos desejar, e agir, para que ao nosso redor as pessoas o sejam tanto quanto ou muito mais que nós. Talvez seja pela ausência desse pensamentinho bobo, que o mundo esteja sofrendo tantas punições. A palavra que mais tenho escutado ultimamente é: EU! Sim, é necessário amar-se Timotinho, e fazer-se bem, mas não só para si e por si, mas para o outro e pelo outro. E eu queria dizer que você, Timotinho, faz isso como ninguém. Vê-lo feliz, é de uma imensa felicidade a mim, e não porque eu seja generosa, mas sim, pelo fato de você, compartilhar docemente, a sua felicidade com todos os que ama!
Grata meu docinho, muito grata me despeço por hoje. Esteja sempre que possível, imensamente feliz! Beijos, Sua Tartaruga!
Essa é pra você. Hoje as pessoinhas estão todas em alvoroço. Eu não! Prefiro ficar quietinha, e em silêncio deixar entrar o novo ano, que será radical. Radical no sentido de que mudará muita coisa. Já lhe falei sobre isso. Mas o que quero mesmo falar aqui, é o quanto este ano que acaba, me foi abençoado, em ter-me presenteado com sua aparição. Você é tudo o que eu esperava em minha vida. Minha amiga, minha irmã, minha mãezinha! Você é daquelas flores que demoram a desabrochar, mas quando o fazem, jamais murcham, e eu quero estar sempre perto, observando sua beleza. Seu perfume, minha querida, é uma redenção nesse tempo de caos. Obrigada por ser tão minha amiga, e por fazer de mim uma pessoa melhor. Há poucos olhares que são capazes de melhorar os nossos, e como na canção que ouvi outro dia: o seu olhar melhora o meu. Muito obrigada por isso, e por ser assim, tão você!
Nos veremos muito mais neste novo tempo que inicia sua vida, sim? E eu espero ser à altura de sua alma, para que juntas possamos encontrar milhões de caminhos!
Véspera de Natal não é mesmo? Não estamos perto, mas estamos, sabemos que sim. Você bem sabe que eu não levo o Natal tão a sério. E o fato é que eu gostaria que o discurso do Natal virasse rotina e ação, mas não vira. E o povo todo comprando muito também, achando que a vida cabe numa sacola. Me irrita, mas já me domestiquei, fui civilizada, e aprendi a curtir os bons momentos do Natal. Algumas verdades ainda existem. Outra coisa que eu queria lhe dizer, é que estar longe de casa me causa impacto. Principalmente nesse lar retorno. Eu gosto da minha casa Timóteo. Eu quero ganhar o mundo, mas sempre voltar pra minha casa. Eu sei que não existem lugares e sim pessoas [CL], mas o lugar pra mim sempre virou meio que gente, quando eu me apaixono por ele. E eu sou apaixonada pelo meu lugar.