quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

deliberadamente confusa

Meu querido,

Me explique por qual motivo, em alguns setores da vida, eu tomo decisões sem pestanejar, e noutros eu fico sempre em dúvida? Porque o coração sempre parece que vaga, entre um não saber e um não ter certeza? Porque digo não ou sim facilmente para um proposta de trabalho, e reluto em dizer sim ou não para alguém na minha vida? Será o medo de abrir mão de tantas opções que existem no mundo, sem saber ao certo, qual a que melhor se encaixa?
Estou deliberadamente confusa! Você me perdoa?

Beijos, sua Tartaruga!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

desmedida

Meu querido,

Esse ano que se finda de maneira abrupta, e nos encaminha para uma correria desenfreada. Tento lutar contra sua fúria, andando a passos lentos, mas se torna impossível. Privo-me de estar mais perto de vocês, e de mandar-lhes mais vezes minhas palavras. Sim, fui também engolida pela correria.
Sinto-me feliz, por saber que em algum lugar do mundo, ainda existem duas pessoas que andam devagar, que amam devagar, que pensam devagar, que trabalham devagar. Duas pessoas que existem, na essência do termo, e que praticam o silêncio e o verbo, sem desproporção alguma.
A mim resta a desmedida total. Falo muito quando preciso e depois me calo por uma eternidade.

Beijos

Tartaruga [quem disse que é lenta? - antes fosse].

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

conversa com o mundo

Meus queridos,

Longa ausência minha. Não tenho desculpas, apenas o fato de que andei calada de voz! Com muito a ser dito, mas um breve silêncio sobre o mundo, desses que a gente tem receio de interromper. Mas meu amor por vocês jamais silenciou. Continuou sempre perto dos meus pensamentos e de meus desejos. Apenas precisei falar com o mundo, e não há outro jeito, se não me calando!

Beijos saudosos sempre, da tartaruguinha!
[serei a tartaruga de ambos sim?!]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ausências

Meus queridos,

Desculpem-me a ausência de alguns dias em nossa comunicação, mas eu precisava calar a voz que ecoa dentro de mim, por pequenos segundos. Gostei tanto do que não ouvi, que acabei alongando os segundos em dias, e por fim, me tornei ausente de vocês, e de mim mesma. É como se tivesse tirado uma férias, sem sair do lugar. Não sei dizer como me encontro agora. Mas estou com saudades. Espero vê-los em breve.

Ps: me assustei muito, hoje quando coloquei o pé na rua, e ví um papai noel na vitrine. Já chega o fim do ano, e eu nem havia percebido!

Beijos da sua Tartaruga e Libélula!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

confusão desconfusa

Meu amiguinho,

Querido, estou tão ausente de confusão na cabeça, que me sinto completamente confusa. Tenho receio que desta vez você não me entenderá muito bem, mas eu não o culpo, nem eu estou entendendo nada!

Com amor, sua

Tartaruga!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

à Joaninha

Joaninha,

Amorzinho veja que escrevo diretamente a você. Tive mais uma invenção, veja:

"Nós vivemos, parece-me, em um estado permanente de chuva".

Nào é um doce essa frase? Diga ao Timotinho, que nada me agrada a piadinha dele sobre o tamanho do meu futuro livro. Eu posso reunir um milhão de frases como esta, e reescrever a Bíblia. Enfim... ele sabe o quanto me zango quando ele vira piadista! É a única forma de Timóteo que me chateia! Mas ainda assim o amo profundamente!

Da sua, Tartaruguinha?

ps: precisamos de uma forma de eu ser sua, diferente da que sou de Timóteo!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

pequeno ato de criação

Olha Timotinho,

Meu lindinho, fui acometida de inspiração e de amor. Veja só o que saiu de mim:

"Talvez, porque a única medida de futuro que a gente tenha, seja daqui a cinco minutos do agora".

É feio uma pessoa dizer que se sentiu tocada profundamente, por algo que ela mesma colocou no mundo? Não né, senão as mães não se apaixonariam por seus filhos. E pensando assim, tudo que a gente cria é digno de nosso afeto. Estou apaixonada pela minha criação meu querido.
Eu imagino que você e Joaninha devem estar pensando o quanto sou "dramatiquinha", e sou mesmo. Mas o que seria da vida, se eu não colocasse uma lente de aumento em tudo?

Beijos meus amores,

Sua Tartaruga escritora!!!!!