segunda-feira, 3 de maio de 2010

fim

Meus queridos,

Ando vendo as coisas chegarem ao fim... E tenho me surpreendido, sobretudo, com a minha atitude. Não que eu esteja inerte, até porque, nunca fui disso, mas estou reagindo de forma diferente. Talvez, amore meus, porque eu já tenha visto tanta coisa chegar ao fim, que definitivamente, me acostumei! Nunca fui dada aos acostumamentos, muitos menos ao conformismo, mas que eu não consigo mais lutar como antes, não consigo.
Tenho deixado o fim das coisas chegar, como quem aceita o curso natural da vida, a fluência natural dos ventos, os caminhos naturais das rugas que nos marcam os olhos. O fim chega pra todos, pra tudo, pra nós mesmos. Eu mesma já cheguei ao fim mil vezes. E mais mil vezes ainda hei de chegar. Porque lutar pra impedir o fim? Tenho eu esse direito? Tenho eu esse dever? Tenho eu essa vontade? Se eu mesma já me findei inúmeras vezes e recomecei, com ventos melhores, porque impedir que coisas em torno se findem? Fim é fim? Às vezes é só troca, mudança, ciclo...
EnFim...

Beijos meus, infinitos...

Um comentário:

  1. Do conto " a pequena vendedora de fósforos"... "e como tudo mundo... acaba"

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